terça-feira, dezembro 02, 2008

comentários

Os últimos fatos permitem conclusões interessantes a respeito das propostas, efeitos relacionados a escolha de cada um deles e o significado das suas decisões de campanha:
1. Fica claro que o professor Potsch não está interessado em ser eleito. Seu objetivo é divulgar suas idéias na expectativas de que possam ser aproveitadas por alguns dos candidatos. Continuo achando que elas merecem ser discutidas e, na medida em que forem boas e viáveis, serem desenvolvidas, aperfeiçoadas e aplicadas.
Do ponto de vista político, há muito que o professor assumiu o papel de pária dentro do curso, numa posição que pode ser interpretada como um equívoco político, posto que cria uma resistência contra todos os interessados em pensar a respeito das suas idéias. O professor se inspira em Gandhi e Nélson Mandela, mas nem de longe consegue acompanhar o brilhantismo destes líderes carismáticos.
2. Dos três outros candidatos, a disputa acaba centrando-se em torno dos candidatos à direção do departamento. Analisemos cada um deles para que possamos pensar um posicionamento a respeito:
RUTHBERG: Evangelizador Uspiano
Não há dúvidas de que a candidatura Ruthberg gera bastante expectativa. Professor Doutor pela USP, era visto como único capaz de articular uma proposta integrada dentro do curso, fazendo-o avançar e superar seus desafios. Infelizmente, da mesma maneira como ocorreu com o professor Zeca quando foi coordenador do curso, o professor acabou aderindo à posição da situação do curso e ainda recusou-se a dialogar com os estudantes, realizando uma campanha alientante e desinformante, sem divulgar uma proposta sequer e apresentando-se como candidato da situação.
Cumpre destacar que o professor está motivado pelo fato de fazer parte do programa da USP de formação de lideranças, cujo objetivo é enviar seus acadêmicos para as IFES a fim de torná-las meros satélites uspianos. Ou seja, este casamento entre a atual gestão e o Ruthberg, infelizmente, não promete boa coisa.
ALEXIS CAVECHINNI: O Líder Servidor
Muitas vezes se acha que para ser um grande chefe de departamento é preciso ser um grande acadêmico. Alexis prova que isto não é verdade. Para ser um bom chefe de departamento é preciso habilidade política e isto ele têm de sobra.
O professor se comporta como o político por vocação apresentado pelo sociólogo alemão Max Weber na sua conferência Política como vocação. Nela, o autor destaca o político que, ao invés de motivar-se por sua dependência da burocracia partidária e interesse no progresso político-burocrático, legitima-se por sua capacidade de perceber as demandas sociais e apresentar-se como o líder servidor capaz de concretizá-las.
No debate promovido pelo centro acadêmico foi o único a comparecer e teve uma excelente atuação. Foi capaz de nos ouvir, identificando as idéias boas e viáveis e assumindo compromissos. Em virtude dos desafios que estão colocados para o curso de administração no atual momento histórico, onde a capacidade de negociar e articular nossos interesses dentro da UFRJ se torna cada vez mais um fator crítico para a nossa eficácia, me parece que o Alexis é o candidato mais preparado para conduzir o nosso departamento.