sábado, dezembro 08, 2007

Vamos aos fatos

Lancenet

postado por Marquês de Laranjeiras

Tricolores do céu e da terra!

Preciso esclarecer algumas coisas. Aos ignorantes - para quem não sabe o significado, basta ler o segundo post abaixo deste - seguem alguns esclarecimentos:

* Em 1996, houve um esquema de arbitragem, resultados comprados, sendo que o Corinthians e o Atlético-PR tiveram seus presidentes, Alberto Dualib e Mário Celso Petraglia, respectivamente, identificados como envolvidos.

O Fluminense disputaria a Série B em 1997, mas em maio daquele ano, pouco antes do início do torneio nacional, o Esquema Ivens Mendes, então presidente da Comissão Nacional de Arbitragem de Futebol, foi desmascarado.

Nenhum clube rebaixado no ano anterior caiu devido às armações feitas, apenas e unicamente pelas falcatruas de outrem. É bom que fique claro que o Fluminense nada teve a ver com os acontecimentos ilícitos. Reitero: O FLUMINENSE NUNCA SE ENVOLVEU NAQUELE ESQUEMA.

Infelizmente, como nosso país não pune quem deve, os que tiveram participação apresentada no Jornal Nacional, da TV Globo, foram solenemente ignorados e escolheram para Judas o Tricolor, em vez de irem em quem realmente conspucou a competição.

* Chegou 1997. Com o Fluminense na Série A, mas, de fato, a campanha tricolor foi pífia. Apesar disto, há de se lembrar de que o clube foi sistematicamente prejudicado pelas arbitragens e, muitas vezes, ouviu-se falar que ele merecia por ter virado a mesa. Mas se esqueciam de quem eram os culpados pela virada de mesa: Corinthians e Atlético-PR.

* No ano seguinte, o Tricolor disputou a malfadada Segunda Divisão. À época, a primeira fase era disputada em grupos e seis dos 24 clubes - 25% do total - foram rebaixados. Mais uma vez, o Fluminense - a Geni do futebol brasileiro - foi operado pela arbitragem.

Perdemos para o Juventus com gol em que a bola não entrou. Na partida contra o CRB-AL, o maldito soprador de apito marcou um pênalti para o Fluminense, mas cedeu às perssões e acabou retrocedendo. Fim da história: fomos roubados e rebaixados.

* A redenção começou pelo fundo do poço. Na Série C, o campeão do mundo Carlos Alberto Parreira liderou um time de guerreiros rumo à Segunda Divisão. Não é um título que seja condizente com a história do clube, mas foi fundamental para o nosso ressurgimento.

Mas longe de nós, mais uma vez clubes se envolvem em problemas fora dos gramados. Estourou o Caso Sandro Hiroshi e, contrariando as leis da época, o São Paulo, que escalou irregularmente, teve os pontos conquistados nas partidas em que Hiroshi esteve em campo perdidos e os resultados foram convertidos em vitórias para os adversários.

No entanto, estava previsto que o São Paulo deveria perder cinco pontos pelas partidas em que o jogador esteve em campo, não o adversário computar uma vitória nos casos.

Resumo da ópera, o Botafogo ficou ILEGALMENTE com três pontos que foram a salvação do clube em uma partida em que levou um baile dentro de campo.

* Eis que em 2000 o Gama, rebaixado injustamente e irregularmente no lugar do Foguinho, consegue na Justiça o direito de disputar a Série A. Para excluir o clube do Distrito Federal, criou-se a Copa João Havelange, mas, ainda assim, o Alviverde conseguiu judicialmente, com o respaldo do Sindicato dos Técnicos de Futebol do Distrito Federal e do PFL, a sua inclusão na principal disputa daquela temporada.

O Fluminense havia disputado a Série C em 1999 e estava pronto para disputar a Segunda Divisão em 2000. Não havia motivos para não o fazer nem temores para isto.

Mas, com a subida do Gama, o Botafogo deveria descer. Em um mesmo campeonato dois dos principais clubes do Rio de Janeiro - é bem verdade que, fora o Fluzão, o outro não tem grande importância - estariam fora da elite, além do Bahia, campeão Brasileiro de 1988 e tradicionalmente sucesso de público.

Com a João Havelange, sim, o Tricolor pulou a Série B, mas não por ter pedido por isso. Ele foi convidado, assim como os outros, pois se trata de um clube de tradição inegável e, já que outros estavam sendo erguidos, não haveria motivo de não o levar junto.

Não me venham questionar hipocritamente a subida, pois qualquer um naquela situação - assim como o Botafogo fez - aceitaria o convite para jogar a Primeira Divisão.

Dentro de campo o Maior Tricolor do Mundo mostrou que merecia estar na elite e terminou a disputa entre os melhores do país, na terceira posição, empatado em número de pontos com o segundo colocado e apenas três pontos atrás do líder. Fatalmente, se tivéssemos disputado a Segundona, ficaríamos com o título.

* Em 2001, novamente, o Fluminense fez bonito nos gramados e chegou às semifinais da elite nacional. Perdeu, após uma grande ajuda do apito ao Patético Paranaense, aquele mesmo que se envolveu com esquema com árbitros alguns anos antes. No Brasileirão de 2002, mais uma vez, o clube das Laranjeiras chegou às semifinais.

Meus caros, como argumentei no meu post anterior, a volta por cima do Fluzão foi dentro do gramado, mostramos em campo que, apesar de convidados para a Copa João Havelange, merecíamos estar entre os melhores. Em nenhum momento disse que subimos da Série B dentro de campo, mas mostrei que, certamente, levaríamos aquele campeonato em 2000.

Além disso, está mais do que comprovada a redenção tricolor. O Fluminense, nos últimos cinco anos, levantou três troféus. Também destaco que é o clube do Rio de Janeiro com o maior número de pontos somados na era dos pontos corridos.

Se isso não é redenção, não sei mais o que pode ser.Se quiserem discutir, estou pronto para isto, mas que me tragam fatos. Não repitam besteiras sem nem pensar no que estão falando.Desculpem-me por ter me excedido, mas certos esclarecimentos devem ser feitos.

Saudações tricolores!