Democracia,de verdade,é o povo na Universidade
As ações recentes do movimento estudantil da UFRJ denunciam a crise que o assola.Uma de suas canções aponta e reforça a afirmação acerca de sua decadência "nas ruas,nas praças,quem disse que sumiu? Aqui está presente o movimento estudantil".Trata-se de uma retórica que aponta,em seu próprio discurso,o distanciamento do ME das reinvindicações sociais e demandas discentes.O movimento estudantil não está mais preparado para lutar pela superação dos arcaísmos estruturais de nossa sociedade porque seus questionamentos encerram-se naquilo que foi vanguarda em 1964.A mensagem abaixo reproduzida anuncia o absurdo : Defender um plebiscito onde os estudantes teriam poder decisório a respeito das deliberações universitárias maior que todos os outros setores da comunidade acadêmica.Democrático,de verdade, é a paridade.
Outros pontos,que, desta perspectiva,reforçam seu anacronismo: Os argumentos contra o PRE,a interiorização, abertura de novas IFES e o REUNI encerrando-se na idéia de que interiorização,cursos noturnos e mais vagas pioram a qualidade do ensino.Ora,é de conhecimento notório que as universidades modernas foram concebidas como centros de excelências voltados para educar uma elite econômica.Essa definição de "qualidade" converje com essa visão de mundo, vanguardista no século XVI mas reacionária no presente contexto histório.
Atualmente,o próprio desenvolvimento capitalista e das doutrinas socialistas(principalmente se considerarmos a filosofia de Gramsci no campo marxista e o modelo de gestão das corporações de TI como a Microsoft no campo capitalista),apontam na direção das universidades como centros de aprendizagem contínua,abertas a um numero mais expressivo de cidadãos,onde intelectuais orgânicos,capazes de estabelecer a conexão entre teoria e prática, possam contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país.
Para os capitalistas,esta é condição sine qua non para a competitividade empresarial.Para Gramsci parte da guerra de posições e da sua "REVOLUÇÃO PASSIVA".É,portanto,um grave sinal de anacronismo as campanhas contra a democratização das IFES,a flexibilização das grades,a expansão dos cursos noturnos e o PROUNI,preconizadas pela ampla maioria do entorpecido ME contemporâneo.

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