Dos custos da autonomia
Muito têm se falado a respeito da autonomia universitária.Pouco se fala,entretanto,de seus custos.A autonomia universitária,cujo conteúdo já foi apontado neste blog,pressupõe que o Estado,através do governo democraticamente eleito, ou qualquer outro agente do ambiente social não possa impor à Universidade práticas acadêmicas,didático-pedagógicas ou a gestão de seu orçamento.Dito isto,é trivial concluir que o REUNI não pode deliberar a respeito dos meios usados pela universidade para a consecução de suas metas,assim como não pode obrigá-las a aderir ao REUNI e apropriar-se de suas verbas para financiar propostas de reestruturação e expansão.É a ignorância a respeito desta obviedade que vêm fundamentando os discursos catastrofistas de muitos daqueles que vêm se posicionando contra o decreto.
Ora,no limite a universidade têm autonomia para discutir e deliberar a respeito da implantação de cursos à distância,dos bacharelados interdisciplinares ou mesmo da aprovação automática.Este último exemplo é totalmente absurdo,caracterizando uma indução ao erro gravíssima,uma vez que jamais foi cogitada em qualquer reunião da universidade que tive notícia.
Urge estudar o decreto e o PRE.O último é um desenvolvimento do PDI,anterior ao REUNI.Um projeto da UFRJ e não do governo ou de qualquer partido.Nosso reitor foi eleito e reeleito democraticamente e na última eleição sequer teve concorrentes.Com isso,evidencia-se a importância de que apróxima gestão do DCE seja capaz de articular os estudantes,de modo que possam participar das discussões a respeito de nossa reestruturação e definir a universidade que nós queremos para este milênio.

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