domingo, julho 29, 2007

Pulverização das ações da Infraero deve render R$ 3 bi

Do Tribuna da imprensa on line
BRASÍLIA - O governo planeja arrecadar R$ 3 bilhões com a venda de 49% das ações da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), quando o capital da estatal for vendida em bolsas de valores. Este é o valor com o qual trabalha a equipe econômica, e foi comunicado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes que a Infraero seja transformada numa sociedade anônima, no entanto, a administração federal terá de enviar ao Congresso um projeto de lei destinado a abrir o capital ao setor privado.
De acordo com um auxiliar do presidente Lula, a nova Infraero funcionará nos moldes do Banco do Brasil (BB) e Petrobras, controladas pelo Poder Executivo, mas com ações vendidas para grandes e, principalmente, pequenos poupadores.
Se prevê, no Executivo, que os papéis da Infraero serão muito valorizados no mercado, visto que se trata de um monopólio que administra os aeroportos e shoppings montados neles, além de receber uma taxa de todos os passageiros que viajam para qualquer destino do Brasil e do mundo.
A pulverização das ações da Infraero nas bolsas de valores é a alternativa que o Palácio do Planalto tem para buscar mais recursos para investimentos no setor aéreo. Assim como acontece com o BB e a Petrobras, o Planalto manterá o controle da empresa.
Hoje, 90% do capital da Infraero pertencem ao governo e 10% ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ainda de acordo com o assessor de Lula, o projeto de lei que será enviado ao Legislativo para autorizar a venda das ações da estatal deverá ficar pronto em até seis meses.
O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, informou ontem que a Presidência da República buscará no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mais R$ 2 bilhões para investir no setor aéreo. O PAC previa R$ 3 bilhões até 2010. Com os novos recursos do PAC e os R$ 3 bilhões da Infraero, a Presidência espera contar com R$ 8 bilhões para aplicar na ampliação e melhoria dos aeroportos até o fim do mandato de Lula.