Eleição na administração
Na última reunião do corpo deliberativo do departamento de administração da FACC, dirigido pelo coordenador do curso profº Angelo Cister,a docente Clotilde foi reeleita diretora do departamento.Gostaria de realçar que,o sendo desta forma, o que de fato se consumou no departamento foi a escolha por aqueles que comandam a burocracia do departamento daquela que deve continuar em seu comando.
Serei mais claro: esta escolha, apesar de legal, não está legitimada pela votação paritária da comunidade acadêmica deste curso, numa decisão que aliena o inalienável : a soberania e o direito desta última de decidir que formação o departamento compromete-se a promover e quem é o mais indicado para efetivá-lo.
Causou repugnância também (1) a reação à moção de repúdio elaborada pelo conselho do CFCH que arbitrariamente solicitou a sala do professor da FACC Luís Eduardo Potsch de Carvalho por ocasião de uma semana científica que demandou turmas da ESS e acarretou uma reação indignada do docente. Ao invés de solidarizar-se com o professor, o coordenador do departamento apoiou e demonstrou concordar com seu conteúdo.(2) A forma autoritária com que a reunião foi conduzida.
Compactuo com a posição do docente que, por ser de oposição a sua atual direção e, aparentemente por isso, não ter recebido tratamento digno de seu serviço prestado, definiu o atual momento da FACC : "Neste departamento vale a máxima de Roberto Da Mata : 'aos amigos tudo,aos inimigos a lei' "
Mais tarde,no seminário sobre o ensino de administração promovido pelo movimento MUDAS, o coordenador,também reeleito uma vez que é escolhido pela diretora, definiu seu projeto político pedagógico como um PPC, projeto pedagógico do curso, por considerar o termo político no projeto, doutrinário e político.O que estaria dissociado dos objetivos da universidade pública.
Creio ser oportuno apontar algumas reflexões que tenho a respeito: Educar é doutrinar. A formação profissional está inserida na definição do tipo de profissional que se pretende formar, na atuação que dele se espera e seu comportamento social. Isto é uma ação política.
Formado em Física nuclear e excelente docente e pesquisador, mas justamente por isso, parece-me que nosso coordenador ainda não percebeu que em ciências econômicas e jurídicas as relações humanas e sociais são mais complexas e sensoriais do que a também importante identificação de similitudes e padrões matemáticos universais.
Minha contribuição é a de mostrar que esse conhecimento não é suficiente, a UFRJ deve ir mais longe, formando um profissional-cidadão comprometido com uma ação social politicamente problematizada dentro dela.

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