quarta-feira, abril 25, 2007

O Desenvolvimento e a educação

Confesso que escrevo estas linhas eufórico. Jamais imaginei ver efetivado um programa educacional tão amplo,bem feito e completo quanto o PAC da educação lançado ontem pelo governo Federal.

Alguns avanços vinham sendo notados desde o início do ano,os quais, teimosamente, insistia em reproduzir e comentar neste blog : A lei geral das micro e pequenas empresas e o próprio PAC sintetizam bem o que estou tentando transmitir. Poderia falar mais, do veto à emenda três, por exemplo,que longe de estar motivada pela preservação da imagem do presidente,como se poderia imaginar grosseiramente, foi acompanhada de ações efetivas visando impedir sua aprovação.

Mas o tema é desenvolvimento. Acabo de sair de uma aula interessantíssima. Sobre o desenvolvimento estadunidense no século XIX e o nosso atraso. No brasil acreditou-se na existência de uma linha evolutiva a ser precorrida.Saindo-se de estágios iniciais de desenvolvimento, bastaria copiar e seguir a evolução dos países economicamente mais avançados e pronto, estaríamos desenvolvidos. O Brasil fez isso, priorizou a agricultura no século XIX, o estado fomentou o desenvolvimento na era vargas, Juscelino tratou de importar capital estrangeiro,abrindo as portas para o investimento estrangeiro direto, e ,finalmente, desde Collor, adotou-se a agenda neoliberal de reformas econômicas buscando "modernizar" o país.

Celso Furtado, grandes economistas e, no século em questão, os estadunidenses, ousaram discordar. Preferiram uma transformação qualitativa, duvidaram da existência deste processo evolutivo e preferiram que o desenvolvimento econômico estivesse dirigido pelos interesses nacionais, envolvendo a educação, a gestão pública e a inovação tecnológica.

Surpreendentemente, confesso, o povo brasileiro também questionou, acreditou em sua capacidade,e votou num retirante, operário e semi-analfabeto para a presidência de seu país. E eis que este marginal elaborou um programa completo para revolucionar nossa educação, capaz de complementar o PAC e, efetivamente, iniciar o desenvolvimento de nosso país.

O PDE não é perfeito, claro, críticas surgirão e serão fundamentais para seu aperfeiçoamento,mas ouso dizer que entramos definitivamente no futuro. No futuro no qual o Brasil é o país. O país do futuro.